Operação Temporã I e II (2024)
Resumo
As Operações Temporã, deflagradas em 2024, por meio do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente – GAEMA, no período mais crítico da seca amazônica, tiveram por finalidade desestruturar redes criminosas responsáveis por queimadas ilegais e pela conversão irregular de áreas florestais. As ações, ainda em curso, foram fundamentadas no cruzamento de dados geoespaciais, denúncias e inteligência ambiental, permitindo a vistoria de dezenas de propriedades rurais e áreas públicas, com a consequente lavratura de autuações, apreensões de maquinário, embargos e aplicação de medidas cautelares, além da realização de ações educativas junto a produtores e comunidades locais.
A atuação interinstitucional coordenada nas Operações Temporã I e II produziu impactos positivos no controle das queimadas em Rondônia, sobretudo em áreas sob elevada pressão antrópica e em Unidades de Conservação historicamente afetadas por ilícitos ambientais. O mapeamento comparativo evidenciou significativa redução de focos de calor após a deflagração das operações.
Na Estação Ecológica Soldado da Borracha, entre julho e agosto de 2024 foram registrados mais de 1.100 focos de calor, distribuídos de forma crítica em quase toda a unidade. Após as ações institucionais, em novembro restaram apenas três ocorrências. Situação semelhante foi constatada no Parque Estadual Guajará-Mirim, que registrou 342 focos de calor em agosto de 2024, número reduzido para 11 em outubro, representando diminuição superior a 95%.
Os resultados observados decorrem do planejamento técnico, do uso de inteligência geoespacial e da execução coordenada das fiscalizações, com foco em áreas de maior recorrência de ilícitos e conflitos fundiários. O êxito das Operações Temporã demonstrou que a presença articulada do Estado é essencial para conter queimadas e reverter cenários de degradação ambiental, constituindo referência para ações de proteção ambiental na Amazônia Legal.

